E mais de três meses passaram desde a última vez que aqui escrevi. Eu sei, já começa a ser (mau) hábito meu deixar este espaço, que outrora foi um local tão importante de abrigo e desabafos, ao abandono.
Para ser sincera cheguei a um ponto (há 3 meses atrás) que percebi que várias coisas não estavam bem com este blog. Melhor dizendo, não propriamente com o blog em si, mas com muito do que o rodeava. Escrever aqui, ler outros blogs, comentar, etc, sempre foi encarado por mim como uma atividade de lazer, uma coisa que me fizesse sentir bem e isso já não estava a acontecer quando decidi afastar-me. Por várias razões, cheguei a um ponto que vir até aqui se tornou um motivo de stress, ao ler o que muitas vezes não devia, não conseguir compreender certas coisas e não querer mudar de blog ou privatizar, porque sinto-me muito ligada a este espaço. Assim sendo, afastei-me. Não tinha lógica estar a martirizar-me. Já basta quando temos de aturar no dia a dia situações menos boas e não há possibilidade de as contornar.
Por outro lado também reparei que tenho muito mais necessidade de escrever sobre coisas negativas da minha vida do que sobre coisas positivas. As últimas prefiro muitas vezes guardar para mim do que partilhar, talvez até como forma de defesa, para não criar invejas alheias. Por isso, se repararem, muitos dos meus posts acabam por ser um bocado "negros" e está relacionado mesmo com o que acabei de dizer. Pode dar a entender que estou sempre a irritar-me com tudo e todos ou que acho que a minha vida é muito má, que acredito que para quem esteja a ler seja uma valente seca e acabe por ter uma imagem de mim um pouco errada.
Depois deste testamento, na tentativa explicar um bocadinho do que se passou, hoje bateram as saudades de aqui escrever e como também algumas pessoas perguntaram se não ia voltar a escrever mais, resolvi fazer este update.
Quero tentar voltar ao ativo, apesar de estar em época de exames e espero que desta vez consiga ignorar o que tem de ser ignorado e seguir com o blog, tal e qual como gostei de fazer nos últimos cinco anos!
beijinho,
Menina*
domingo, 23 de junho de 2013
domingo, 17 de março de 2013
Da falta de paciência
O que me falta é, sobretudo, paciência. Sim, aquela paciência que antes tinha em excesso, para tudo e para todos. Podiam fazer-me o que quisessem, que deste lado estava sempre tudo, pelo menos aparentemente, na paz. Até podia estar muito mal por dentro, mas nunca o demonstrava, com medo nem sei eu de quê. Acho que era de ficar completamente sozinha, mas acabei por perceber que, entre estar sozinha ou mal acompanhada, prefiro a primeira. Gastei os meus níveis de paciência nessa altura e, agora, já não consigo ser a mesma pessoa tolerante e paciente de outros tempos, principalmente no que toca a relações humanas.
Mas há algumas excepções, felizmente! Tenho toda a paciência do mundo para os meus animais, tanto os de casa como os que vou encontrando nas consultas e na clínica e para os respectivos donos, claro. Aliás, para os meus "meninos" cada vez tenho mais paciência e gosto mais de tudo o que me vão dando no dia-a-dia, mesmo sem perceber que o fazem!
Mas há algumas excepções, felizmente! Tenho toda a paciência do mundo para os meus animais, tanto os de casa como os que vou encontrando nas consultas e na clínica e para os respectivos donos, claro. Aliás, para os meus "meninos" cada vez tenho mais paciência e gosto mais de tudo o que me vão dando no dia-a-dia, mesmo sem perceber que o fazem!
(http://www.imagensfacebook.net/engracadas/minha-paciencia-esta-igual-coca-cola/)
segunda-feira, 11 de março de 2013
Quase recuperada!
Ao fim de mais de 15 dias, muitos medicamentos tomados e centenas de lenços gastos estou finalmente a ficar bem, ainda que mesmo assim não esteja a 100%. Foi mesmo uma coisa forte, não me lembro de estar assim há anos! E até tenho uma ideia de porque fiquei assim e durante tanto tempo: pouco antes de ficar doente estava extremamente cansada e sem grandes perspectivas de poder descansar. Isso aliado à minha ansiedade e não estar numa fase muito feliz, deixou o meu sistema imunitário fraquinho e foi quase como se o meu corpo me obrigasse a parar. E realmente parei, tive de parar! Não que estar doente, cheia de dores, seja um grande descanso, mas ao menos estive a descansar a cabeça e acabou por ser positivo..umas mini-férias forçadas.
Agora estou quase recuperada e a voltar, lentamente, à vida normal de faculdade, ginásio, etc. E também aqui ao blog, claro!
Agora estou quase recuperada e a voltar, lentamente, à vida normal de faculdade, ginásio, etc. E também aqui ao blog, claro!
(http://luisilveira007.blogspot.pt/2012/12/im-back.html)
beijinho e boa semana!quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Completamente KO
Já há muito tempo que não me lembrava de estar assim. Começou por uma dor de garganta fraca no domingo e febre baixa, que foi progressivamente piorando até que cheguei ao dia de hoje com uma dor de garganta tão forte, que nem a saliva/líquidos consigo engolir, com febre, tosse e uma conjuntivite associada. Acho que nunca tive uma destas! Não é das amígdalas, é faringe e quando tento falar quase não sai som nenhum.
Enfim, esta semana ainda não pude pôr os pés na faculdade e duvido muito que esteja em condições de ir lá até 2a! E a semana passada, devido a outros motivos, também tive de faltar.. o que faz que nas primeiras semanas de aulas já tenha faltado imenso :( Não é a melhor maneira de se começar um semestre, mas acredito que as coisas ainda vão melhorar! Tem mesmo de ser.
E agora vou tentar descansar, aproveitar a sedação que a codeína me vai dar (é um anti-tússico, mas também um analgésico opióide e tem como efeito lateral sedação) e ver se finalmente a tosse me deixa dormir!
beijinhos e espero que por aí estejam melhor que eu =P
Enfim, esta semana ainda não pude pôr os pés na faculdade e duvido muito que esteja em condições de ir lá até 2a! E a semana passada, devido a outros motivos, também tive de faltar.. o que faz que nas primeiras semanas de aulas já tenha faltado imenso :( Não é a melhor maneira de se começar um semestre, mas acredito que as coisas ainda vão melhorar! Tem mesmo de ser.
E agora vou tentar descansar, aproveitar a sedação que a codeína me vai dar (é um anti-tússico, mas também um analgésico opióide e tem como efeito lateral sedação) e ver se finalmente a tosse me deixa dormir!
beijinhos e espero que por aí estejam melhor que eu =P
(Fonte: http://www.diariodeacessorios.com.br/tag/doente/)
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
RTP
Hoje a clínica veterinária da minha faculdade apareceu no programa "Portugal em Direto" da RTP!
Caso estejam interessados em cuscar um bocadinho daquilo que faço no dia-a-dia, aqui têm:
Portugal em Direto de 21 Fev 2013 - RTP Play - RTP (1ª parte da reportagem: do minuto 5.04-11.30)
Portugal em Direto de 21 Fev 2013 - RTP Play - RTP (2ª parte da reportagem: do minuto 4.16-11.16)
Tenho muito orgulho em pertencer a este curso, nesta faculdade especificamente, mesmo que tantas vezes me esqueça da sorte que tenho :)
Caso estejam interessados em cuscar um bocadinho daquilo que faço no dia-a-dia, aqui têm:
Portugal em Direto de 21 Fev 2013 - RTP Play - RTP (1ª parte da reportagem: do minuto 5.04-11.30)
Portugal em Direto de 21 Fev 2013 - RTP Play - RTP (2ª parte da reportagem: do minuto 4.16-11.16)
Tenho muito orgulho em pertencer a este curso, nesta faculdade especificamente, mesmo que tantas vezes me esqueça da sorte que tenho :)
(http://astonish90.deviantart.com/art/I-love-Vet-260422001)
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
"O mundo não se cala"
Sou fã do Alvim há muito anos. E, como ultimamente tenho
lido textos fantásticos escritos por ele e com os quais tanto me identifico,
resolvi deixar aqui um desses últimos textos, publicados no blog oficial dele.
É daqueles textos que eu escreveria, se tivesse talento para a escrita.
"O grande problema do mundo não é não ver – o mundo vê
– não é não agir, não – o mundo vai agindo – o grande problema do mundo é, isso
sim, não ouvir. O mundo fala de mais e
durante esse tempo, como sempre acontece a quem fala de forma incontinente, não
ouve. O mundo transformou-se num incontinente verbal que quer só que ouçam a
versão da sua história, não querendo saber as outras que lhe contam e as
perguntas que lhe fazem. O mundo só fala, fala, fala, como um maluquinho que
caminha sozinho a falar pelas ruas. E este é o seu maior problema, aliás, o
problema. O mundo transformou-se num comentador profissional, numa metralhadora
falante que diz o que está bem e mal, mas sempre sob o seu único ponto de
vista. É pena, porque deveria saber ouvir, saber ouvir para depois falar. E
porquê? Porque os outros poderão ter
razão e mudar- -lhe quem sabe, a sua . Não estou de lado nenhum do
mundo, mas podendo parecer contradição, estou do lado dos que ouvem para que
possam falar depois. E o sacana do mundo não está deste lado. O mundo tem a
perniciosa mania de falar antes, de correr antes, tal qual a lebre de corrida que se esgota
tanto no início que acaba por ser ultrapassada no fim. O mundo não se cala. E
devia. Justamente para saber ouvir. Para não ser ultrapassado.
Fernando Alvim
Publicado originalmente no jornal i"
E o programa "É a vida Alvim" que dá no novo
canal, +tvi, está mesmo fixe! Já vi algumas vezes e conseguiu pôr-me bem
disposta e a rir imenso num dia que era muito difícil algo provocar esse efeito
em mim.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Mudanças
Se tiver de mudar alguma coisa em mim ou na minha vida, vai ser sempre por mim mesma. Não mudo por ninguém, para agradar a x, y ou z.
Disse pela primeira vez esta frase há muitos anos atrás, ainda era uma miúda, a uma pessoa que estava continuamente a tentar que eu mudasse por ela. E, apesar de ter havido tantas alterações em mim desde essa altura e de já não me identificar com a maioria das coisas que dizia e pensava, neste aspeto continuo a identificar-me a 100%. Não sei até quando será assim, mas para já é como penso.
Na minha opinião, quando a mudança vem, não de dentro de nós, mas numa tentativa de nos tornarmos naquilo que os outros querem, as coisas não vão correr bem de certeza. Não quer dizer que não possamos ouvir conselhos de outras pessoas e até acabar por surgir alguma mudança a partir daí, mas, temos nós de decidir que é isso que queremos mesmo fazer.
Disse pela primeira vez esta frase há muitos anos atrás, ainda era uma miúda, a uma pessoa que estava continuamente a tentar que eu mudasse por ela. E, apesar de ter havido tantas alterações em mim desde essa altura e de já não me identificar com a maioria das coisas que dizia e pensava, neste aspeto continuo a identificar-me a 100%. Não sei até quando será assim, mas para já é como penso.
Na minha opinião, quando a mudança vem, não de dentro de nós, mas numa tentativa de nos tornarmos naquilo que os outros querem, as coisas não vão correr bem de certeza. Não quer dizer que não possamos ouvir conselhos de outras pessoas e até acabar por surgir alguma mudança a partir daí, mas, temos nós de decidir que é isso que queremos mesmo fazer.
(http://grist.org/article/2010-11-23-behavior-change-causes-changes-in-beliefs-not-vice-versa/)
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